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FBI versus Apple: fim ou começo de uma nova era sobre privacidade dos dados?

  • Criado: Quarta, 30 de Março de 2016, 09h30
  • Publicado: Quarta, 30 de Março de 2016, 09h30
  • Última atualização em Quarta, 30 de Março de 2016, 09h31

Publicado em 29/03/16

 

Hoje (29) a comunidade de Segurança da Informação acordou com uma notícia polêmica: o fato de o FBI ter desbloqueado o iPhone do autor do tiroteio de San Bernardino, Califórnia, sem o apoio da Apple. Os detalhes da operação ainda não foram revelados. Com o fim deste impasse, a agência pediu à Justiça americana que anulasse a ordem contra a fabricante após semanas de conflito. No entanto, segundo especialistas, tal atitude pode servir como precedente para casos semelhantes no futuro.

Nos bastidores dos eventos e em conversas informais com CSOs e executivos de SI, é sabido que a notícia preocupa. Durante a RSA Conference, realizada no início de março enquanto o FBI ainda pressionava a Apple a desbloquear o aparelho, Peter Tran, especialista internacional em Ciberdefesa Avançada, se posicionou. “A internet foi desenvolvida para conectar pessoas através de redes de Tecnologia da Informação. A encriptação é fundamental para manter a segurança e proteger a privacidade de cada consumidor”, disse na ocasião.

A recusa da marca em disponibilizar os dados do celular do responsável pelo ataque, que resultou na morte de 14 pessoas na Califórnia, foi baseada em um argumento defendido pela grande maioria dos especialistas de SI: a iniciativa abre um precedente perigoso. Em um post no Twitter, Edward Snowden disse que “os profissionais de tecnologia estão irritados com a ´desonestidade´ da polícia americana neste caso, e que o próprio FBI deveria se incluir na lista de radicais”.

Tudo indica que novas batalhas judiciais devem ocorrer em casos semelhantes. Em declaração oficial, o Departamento de Justiça Americano prometeu continuar seus esforços para coletar dados criptografados sempre que necessário. “Será uma prioridade para o Governo garantir que agentes da lei possam obter informações digitais cruciais para proteger a segurança nacional e a segurança do público, seja com a cooperação de terceiros ou através do sistema judicial”.

Em nota, a Apple afirmou que o desbloqueio coloca a segurança de pessoas e países em risco e informou que a companhia aumentará a segurança de seus sistemas “à medida que ameaças e ataques aos nossos dados se tornarem mais frequentes e sofisticados”. Confira o anúncio na íntegra:

Desde o começo, nós contestamos o pedido do FBI para que a Apple construísse um backdoor no iPhone, porque nós acreditamos que era errado e que isso iria abrir um precedente perigoso. Como resultado da desistência do governo, nenhuma dessas coisas ocorreu. O caso nunca deveria ter surgido.

Nós continuamos a ajudar os agentes da lei com suas investigações, assim como temos feito, e nós continuaremos a aumentar a segurança de nossos produtos ao passo que ameaças e ataques aos nossos dados se tornaram mais frequentes e sofisticados.

A Apple acredita profundamente que as pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo merecem proteção de seus dados, segurança e privacidade. Sacrificar uma pela outra apenas coloca pessoas e países em risco.

Esse caso levantou questões que merecem um diálogo nacional sobre nossas liberdades civis e nossas segurança e privacidade coletivas. A Apple continua comprometida a participar dessa discussão.

Fonte: Risk REPORT

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